Crítica: Palavra (En)cantada

Uma constelação encantadora, assim pôde-se definir esse documentário.
Com grande riqueza de arquivos de fotos e vídeos, entrevistados de primeira linha, o documentário Palavra (En)cantada contou a história, tanto na linguagem poética como na linguagem histórica em si, da nossa MPB.
O documentário Palavra (En)cantada percorreu desde a música erudita até os modelos e padrões atuais da musica brasileira, resgatando através de arquivos de vídeos as grandes passagens que tivemos pela música, como por exemplo os festivais de MPB, carnavais marcantes, e o grande Tom Jobim tocando e cantando com toda sua excelência.
? um documentário de longa-metragem dirigido por Helena Solberg, cineasta conhecida no Brasil especialmente pelo docu-drama Carmen Miranda – Bananas is my business (1994) e no Festival do Rio 2008, levou o prêmio de melhor direção pelo documentário.
Participaram com grande êxito neste documentário grandes nomes da nossa música, dentre eles: Chico Buarque, Tom Zé, Maria Betânia, Adriana Calcanhoto, entre outros. Particulamente amei as participações de Lenine e Chico Buarque, sem contar o ilário e tão verdadeiro Tom Zé, que levantou grandes questões que estão sendo esquecidas ou passando desapercebidas pelo mundo da música, tais como os novos modelos de se fazer música, da falta de uso da poesia e do encantamento.

Este documentário leva a uma reflexão quanto às mudanças ocorridas ao longo de todos esses anos, os novos padrões musicais, a poesia que deixou de servir como base de algumas canções, a musicalidade e interpretação da nova geração. Seria pouco espaço para conseguir expressar tudo que o filme representa e soma ao ser humano. Estava mais do que certa a crítica de Mauro Ferreira (Notas Musicais): “Um filme delicioso”, realmente para quem assiste sente um gostinho de quero mais…
vale a pena assistir.
Dia 13 de março nos cinemas, mais informações: Site Palavra (En)cantada.



